Bradicinesia e Parkinson: tudo o que você precisa saber
Bradicinesia é o termo médico utilizado para descrever uma lentidão na execução de movimentos, muito característico da doença de Parkinson. Além de atos voluntários, reflexos e movimentos involuntários também são afetados pelo sintoma.
O paciente passa a ter dificuldades em realizar tarefas simples de seu dia-dia, inicialmente a partir de um único lado do corpo. Até mesmo a expressão facial e a velocidade em que os olhos piscam são prejudicadas.
Não à toa, o rosto de um indivíduo com bradicinesia acaba por apresentar hipomímia, a chamada “face de máscara”. O problema ainda pode vir acompanhado de:
- Rigidez muscular;
- Dificuldade em iniciar movimentos;
- Congelamento de marcha;
- Instabilidade postural;
- Tremores;
O que causa bradicinesia?
O Parkinson é a principal causa da bradicinesia. A doença leva a uma degeneração progressiva dos neurônios que produzem dopamina, um neurotransmissor fundamental para o controle dos movimentos voluntários do corpo.
A ausência dopaminérgica afeta, então, diretamente o sistema motor. Assim, A suspeita da Doença de Parkinson ocorre quando o neurocirurgião detecta a bradicinesia.
Isso se dá através de testes, nos quais avalia-se a velocidade com que o paciente pode tocar em seus dedos com o polegar, abrir e fechar a mão, ou bater os dedos em uma determinada superfície.
O teste de bradicinesia pode incluir a execução de outros movimentos voluntários a fim de observar a marcha e o nível de rigidez do paciente.
Contudo, a doença de Parkinson não é o único fator que pode explicar o sintoma. Em alguns casos, ele pode ser provocado também por:
- Efeitos colaterais de medicamentos;
- Outras doenças do sistema nervoso;
- Traumas ou lesões cerebrais;
Tratamento da bradicinesia
O tratamento da bradicinesia depende da causa desse sintoma. Se for identificado que o problema trata-se de uma reação medicamentosa adversa, por exemplo, o neurologista poderá vir a suspender o remédio em questão.
Já diante de outros diagnósticos, sobretudo o da doença de Parkinson, o neurocirurgião irá definir em conjunto com o paciente o melhor plano terapêutico. Uma opção é a estimulação cerebral profunda, traduzida do inglês deep brain stimulation (DBS).
Conhecida popularmente como cirurgia de Parkinson, a DBS consiste na implantação de eletrodos em áreas do cérebro responsáveis pelo controle motor do corpo. Esses equipamentos serão conectados a uma espécie de marca-passo que envia impulsos elétricos ao sistema nervoso, a fim de simular o efeito neurotransmissor da dopamina.
Combinada com a atividade física, o procedimento de neuromodulação traz uma melhora significativa à bradicinesia e outros sintomas motores. Entre eles, tremores, rigidez muscular e distonia.
Vale ressaltar que o Parkinson não tem cura. Não é possível impedir a degeneração dos neurônios, e sim trazer mais qualidade de vida e conforto aos sintomas enfrentados pelo paciente.
Se estiver enfrentando limitações como a bradicinesia, entre em contato e agende a sua consulta.
FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES
Como avaliar a bradicinesia?
Para avaliar a bradicinesia, o neurologista combina exames clínicos com testes específicos, que determinarão os reflexos e a velocidade na execução de movimentos voluntários do paciente.
Como se classifica a doença de Parkinson?
A principal forma de classificar a doença de Parkinson é por meio dos estágios de Hoehn e Yahr. Os primeiros estágios contemplam os sintomas iniciais de movimento, enquanto nos mais avançados os pacientes já tornam-se totalmente dependentes de outras pessoas.
Qual o tratamento para o Parkinson?
A levodopa é a principal forma de tratamento medicamentoso para o Parkinson. No entanto, alguns pacientes podem parar de responder a ela com o passar do tempo, tornando-se muitas vezes candidatos à deep brain stimulation (DBS).


